“What´s wrong with the world, mama?”

É simples…
Não espere de mim um sorriso verdadeiro quando as lagrimas querem cair..
Não espere que eu concorde com o que você acha, por apenas você achar….
Não espere que eu mude de opinião por você não gostar… ou mude o meu jeito por você não suportar…
Não espere que eu deixe de ser eu, por você me querer por perto, eu não vou mudar o meu mundo por você não se capaz de viver nele.”

O que te faz pensar que está certo sobre algo? Qual a extensão do teu mundo? Há fronteiras? Com quem ou com o quê? Qual a relação dessas fronteiras?

As linhas acima, fruto de uma conversa entre amigos, me incitaram a refletir sobre essa visão e o meu próprio jeito de ver o mundo a esse respeito.

Vamos lá, crianças. Aula de interpretação de textos, 😛

“Não espere de mim um sorriso verdadeiro quando as lagrimas querem cair..”

Naturalmente, ninguém está feliz o tempo todo (aula difícil de aprender… não raro nos deparamos com situações quase forçadas de querer que o outro esteja tão bem quanto estamos nós…) e é aí que vem a primeira lição: respeito ao momento do outro. Além disso, essa transparência de sentimentos faz parte das qualidades dele(a). Espere o sorriso se quiser enganar a si mesmo ou se não se importar com a falsidade que vem grátis no pacote.

“Não espere que eu concorde com o que você acha, por apenas você achar….”

Situação semelhante à anterior, só que dessa vez temos o respeito à opinião do outro. Caso igualmente complicado, ocorre conosco que no convívio social existem coisas muitas vezes intragáveis para mim ou para você as quais, no entanto, nos cabe respeitar. Felizmente, as variantes de pensamento podem (ou deveriam) coexistir sem grandes problemas.

“Não espere que eu mude de opinião por você não gostar…”

Justamente conforme previa o item acima, aqui está um exemplo quentinho, recém-saído do forno, sobre diversidade de ideias. Expondo meu ponto de vista, digo que podemos sim mudar de opinião, não exatamente pelo outro não “gostar” do que pensamos, mas por haver sentido na mudança. Por ser plausível. O tópico abaixo desenvolve o tema já que opinião e jeito estão interligados.

“…ou mude o meu jeito por você não suportar… Não espere que eu deixe de ser eu, por você me querer por perto” 

O jeito é um ponto mais sensível. Seja qual for o Status do Facebook que une você à pessoa X (ou mesmo a um dos seus 2743 amigos adicionados) fato é que conforme provam a história e as estatísticas, sempre vivemos em sociedade e assim continuaremos se quisermos permanecer aqui. Temos nossa identidade, aquelas coisas que nos identificam como seres únicos e originais, manias e preferências e nossa vivência de mundo. Agora vejamos… se há um “não suportar” por parte do outro, não poderia haver algo justificável nisso?… porque esse “jeito” nem sempre é o melhor, mesmo que seja SEU jeito… e o que caberia aí é darmos, a nós, a oportunidade de ver o que pode estar errado, e melhorar isso, e ao outro, a chance de nos fazer enxergar isso… e aprender com ele como modificá-lo positivamente.

O que acontece é que as pessoas já se armam com unhas e dentes, se ofendem e não entendem… confundem humildade com privação. Acham que dar vazão para mudanças é privar a si mesmas de sua liberdade, de serem como são, quando na realidade o processo é o inverso… Evidentemente que todo processo de câmbio exige esforço pessoal, uma luta interna contra nós mesmos, nosso ego e nossa vaidade.

“Eu não vou mudar o meu mundo por você não se capaz de viver nele.”

E você? É capaz de viver no mundo dos outros? Já parou para pensar como outras pessoas enxergam você entrando no mundo delas? Vale lembrar então que se você não for capaz de viver no mundo delas, pela mesma lógica, certamente você acabará sozinho. E já sabemos que sozinho não se vive.

Se entrarmos mais a fundo em relações mais íntimas, no âmbito familiar, um dia, cedo ou tarde, entenderemos que as transformações internas são parte integrante daquilo que chamamos de “amor” e têm papel fundamental na durabilidade e qualidade de nossas relações interpessoais.

PR

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